Quando escolhas amorosas te fazem sofrer.

"Eu queria ser como você Que sofre só um pouco, na medida Eu queria ser igual você Que já se alinhou, seguiu com a vida

Mas eu sou ele, eu sou daqueles Que se desfaz, com todos os finais Mas eu sou ele, eu sou daqueles Que chora e cai, quando 'cê não quer mais (...)"

(Jão, Lobos, 2018)





Relações amorosas são marcadas por afeto, carinho, companheirismo, momentos compartilhados, e várias outras coisas. Para a neurociência, o amor funciona como uma droga, inclusive bioquimicamente. Acho que por estas razões, podemos concluir, de forma simples, os motivos de serem tão poderosas e necessárias na vida humana.


Para a maior parte da população, o ditado "os opostos se atraem" é uma crença profunda. Para outros, contudo, a máxima "gosto de quem seja parecido comigo" tem um valor maior. Com qual deles você se identifica?


Outras pessoas procuram um amor que lhes traga sua cara metade. Popularmente conhecido como "alma gêmea". Quando não a conseguem, se anestesiam - de diversas formas -, e perdem todo o potencial de vivenciar os bons momentos.


Os amores podem ser pautados tanto em necessidades internas, por identificação com o objeto amado, como por necessidades mais superficiais, como atributos físicos, "status", e ganhos proporcionados. O valor social que o casal representará pesa muito também. Por exemplo, qual a imagem que o companheiro(a) passará para o círculo familiar? Ou para algum grupo que participa, clube, religioso, laborativo, etc. A pergunta positiva à pergunta "será que cai bem" é ponto de decisão após um "match" de alguns dos requisitos acima.


Após este caldeirão, se alimentam sonhos, projetos, construídos em conjunto. Alguns casais fazem-nos em dias, semanas ou meses. Isto é bastante variado. E se eles não saírem do papel? Como ficará seu coração?


Não conseguimos ter consciência de como tudo isso ocorre, porque os sentimentos amorosos são muito poderosos e dominam nossa psiquê.


Os sofrimentos psicológicos, para elencar alguns, podem variar:


a) Sentimentos de vazio e incompletude;

b) Pensamentos de achar que o problema está contigo;

c) Emoções desorganizadas, que atrapalham seu dia a dia;

d) Você pensa na pessoa boa parte do dia;

e) Desistir e dar um tempo para se recompor;

f) Compulsão a repetição.


Os diagnósticos podem variar bastante, mas incluem:


a) Depressão;

b) Ansiedade;

c) Transtornos de personalidade;

d) Transtornos afetivos;

e) Abuso de substâncias.


Se você se identificou com alguma dessas situações, dizer não pode ser o primeiro passo. Quando problemas afetivos de cunho relacional estão em jogo, não tem outro jeito: tratamento. E ainda bem! Porque há alguns anos tais problemas, apesar de causarem dificuldades ao longo da vida da pessoa, promovendo perdas a curto e longo prazos, e sofrimento generalizado, não eram reconhecidos.





A questão é: o que você está disposto a fazer por você?


Abraços carinhosos.

Dr. Diogo Lacerda

Psicólogo e Psicanalista

(11)98784-3952





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